A Prefeitura de Lauro de Freitas apresentou nesta sexta-feira (29), durante audiência pública realizada na Câmara Municipal, os resultados fiscais referentes ao primeiro quadrimestre de 2026. Os números revelam um cenário de fortalecimento das contas públicas, com arrecadação superior a R$ 377 milhões, superávit de R$ 55 milhões e avanços na capacidade financeira do município.
De acordo com os dados apresentados pelo secretário municipal da Fazenda, Ricardo Gois, até o dia 30 de abril a administração municipal arrecadou R$ 377.478.317,29, valor que representa 25,91% de todo o orçamento previsto para o ano. Desse total, 36,86% correspondem à arrecadação própria, proveniente de impostos, taxas e demais receitas municipais, demonstrando maior capacidade de geração de recursos pelo próprio município.
Outro destaque foi o resultado positivo das contas públicas. Enquanto as receitas alcançaram 25,91% do orçamento anual, as despesas ficaram em 21,87%, resultando em um superávit de aproximadamente R$ 55 milhões. O desempenho fiscal também refletiu na melhoria da Capacidade de Pagamento (Capag), indicador da Secretaria do Tesouro Nacional. Lauro de Freitas deixou a classificação C e passou a ocupar a nota B, condição que amplia as possibilidades de captação de recursos e investimentos.
A audiência também evidenciou o fortalecimento da economia local. O município conta atualmente com 40.780 CNPJs ativos e registrou recorde de abertura de empresas no último ano, com quase sete mil novos cadastros. Os reflexos desse crescimento aparecem no mercado de trabalho. Após encerrar 2024 com saldo negativo de 2.482 vagas, Lauro de Freitas passou a ocupar posição de destaque em 2025, com a criação de 5.489 novos empregos formais, consolidando-se entre os municípios que mais geram oportunidades na Bahia.
Além do equilíbrio financeiro, a gestão destacou investimentos em áreas essenciais. A educação recebeu aplicação de 23,40% das receitas no período, com mais de R$ 60 milhões do Fundeb destinados ao setor, enquanto a saúde recebeu investimento de 14,37%, acima da tendência exigida pela legislação. O município também manteve os gastos com pessoal dentro do limite legal, mesmo após conceder reajuste de 10% aos servidores efetivos e adequar o piso salarial dos professores.
Segundo Ricardo Gois, os resultados são consequência do planejamento financeiro, da reorganização das contas públicas e da renegociação de dívidas herdadas de administrações anteriores. “Saímos do vermelho e entramos no azul. O objetivo agora é manter esse ritmo para alcançar a nota A da Capag nos próximos anos”, afirmou.






