A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis, defendeu a elaboração de um Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) conectado à realidade financeira e estrutural do município. Durante a assinatura da Ordem de Serviço para o início da construção e atualização do novo plano, nesta terça-feira (1º/9), a gestora afirmou que o documento precisa apresentar propostas que possam efetivamente sair do papel.
“Temos que fazer um plano diretor que a gente consiga executar as coisas. Não adianta fazer aquele plano diretor mirabolante”, declarou Débora.
Segundo a prefeita, Lauro de Freitas necessita de intervenções estruturantes, inclusive na área de mobilidade, mas é preciso considerar a capacidade financeira do município e buscar recursos para viabilizar obras de maior porte.
“Não adianta dizer para mim que a gente precisa colocar viadutos e mais viadutos. Precisamos e vamos, porém precisamos de recurso, porque o município sozinho não tem condição de fazer”, afirmou.
Débora também chamou atenção para a necessidade de atualizar outros instrumentos da legislação urbanística municipal. Entre eles, citou o Código de Obras, que, segundo a gestora, precisa acompanhar as mudanças propostas para a cidade.
Para a prefeita, planejamento só cumpre sua função quando resulta em ações concretas. Ela relacionou a revisão do PDDU à definição de metas e prioridades da administração e ao Plano Plurianual (PPA), destacando a importância de estabelecer objetivos que possam ser acompanhados e executados.
“Precisamos ter meta e ter um planejamento e conseguir bater as metas. Porque, senão, só é papel”, enfatizou.
A gestora defendeu ainda que o planejamento estratégico de Lauro de Freitas seja tratado de forma permanente, contemplando ações de curto, médio e longo prazo e não ficando limitado ao período de uma determinada administração.
“Hoje é Débora, a prefeita, amanhã vai ser outra pessoa, depois vão vir outras pessoas. A gente precisa entender que isso tudo é muito passageiro”, afirmou.
Com o início da atualização do PDDU, Débora destacou que a responsabilidade da atual gestão é construir um instrumento capaz de orientar o desenvolvimento urbano por uma década e deixar bases para que futuros gestores possam dar continuidade às transformações necessárias no município.






